VW Santana e Quantum: as duas carrocerias e os irmãos Ford
O primeiro Volkswagen de luxo feito no Brasil teve duas carrocerias, uma perua com nome próprio e dois gêmeos com o oval da Ford. Do CD de 1984 ao Comfortline de 2006, fase por fase.
Por Redação VAGHAUS
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Com o Santana, a Volkswagen do Brasil entrou no segmento de luxo, nas palavras da própria fabricante. Chegou às lojas em junho de 1984, segundo a Volkswagen e a Quatro Rodas, e saiu de produção em 2006, em maio segundo a Quatro Rodas e o AutoPapo. A perua Quantum veio em 1985 e teve vida mais curta: a Volkswagen dá 2003 como o último ano.
Nesses 22 anos, o Santana teve duas carrocerias. A primeira, usada até 1990, era a do Passat alemão de segunda geração. No Brasil ela ganhou outro nome, e o Passat antigo continuou em linha ao lado dela, uma convivência contada em Passat nacional. A segunda estreou em 1991: foi redesenhada a partir da primeira, conservou as portas e é a que ficou na memória dos pontos de táxi. Nessa fase, a Ford vendeu o sedã e a perua com o próprio logotipo, como Versailles e Royale, frutos da Autolatina.
Para saber de que fase é um Santana, o primeiro lugar a olhar é o teto. A primeira carroceria tem calhas de chuva; na segunda, elas foram eliminadas. Daí em diante, para-choques, quebra-ventos e o número de portas permitem afinar a data, como mostra o guia no fim do texto.
Sete anos de preparação
A Quatro Rodas, numa reportagem de 2006 republicada em 2025, conta que a Volkswagen gastou sete anos (de 1977 a 1984) e US$ 50 milhões para preparar o carro, que internamente se chamava BEA 112. Segundo a revista, foram 47 protótipos, que somaram 1,75 milhão de quilômetros de testes antes do lançamento, e a linha ganhou uma máquina apelidada de "jumbo", que aplicava cem pontos de solda de uma vez. A Volkswagen, na cronologia da fábrica Anchieta publicada em 2019, registra que os primeiros robôs da linha de montagem chegaram em 1984, para a produção do Santana.
O público viu o carro antes de poder comprá-lo. Segundo a Vrum, ele foi exposto em novembro de 1983, no Salão do Carro a Álcool, e chegou às concessionárias em meados de 1984, mirando o Chevrolet Monza e o Ford Del Rey. Para a estreia, a Volkswagen fala em junho; Douglas Mendonça, em abril de 1984 nos dois textos do Autoentusiastas e em julho no do AutoPapo. Daqui em diante, "Mendonça" indica os textos dele no Autoentusiastas, e o AutoPapo é citado pelo nome.
O nome já tinha história: na Alemanha, de 1981 a 1984, a Volkswagen vendeu como Santana a versão de porta-malas saliente do Passat de segunda geração. Aqui, o carro se manteve como modelo à parte por 22 anos.
A primeira carroceria (1984 a 1990)
O Santana estreou em três acabamentos, CS, CG e CD, que a Vrum traduz como Comfort Silver, Comfort Gold e Comfort Diamond (a Quatro Rodas escreve Comfort Golden). Havia sedã de quatro e de duas portas, e o de duas, segundo a Vrum, só existia no Brasil. O motor era um 1.8, que a Quatro Rodas descreve como o maior já feito pela Volkswagen no país até então. A fabricante informa 85 cv a gasolina e 92 cv a álcool, sem dizer a norma. O que muda de uma norma para outra, e de onde veio esse motor, é explicado em Motor AP da Volkswagen.
Sobre o câmbio, a Volkswagen fala em manual de cinco marchas, com automático como opcional. Mendonça detalha que só o CD tinha as cinco marchas de série: o CS usava quatro, e o CG trazia quatro, com cinco como opcional. A Quatro Rodas acrescenta que o automático era exclusivo do CD.
O motor foi revisto pouco depois. Mendonça conta que, seis meses após o lançamento, bielas mais longas e válvulas de escapamento maiores levaram a potência a 90 cv na gasolina e 96 cv no álcool. A Vrum dá os mesmos números, mas diz que a mudança estreou na Quantum, em agosto de 1985, e só então passou ao sedã.
A primeira reestilização veio na linha 1987, lançada em 1986. Segundo a Vrum, mudaram faróis, grade e para-choques, e as versões passaram a se chamar C, CL, GL e GLS. Na galeria histórica da Quatro Rodas, os novos para-choques aparecem envolvendo a carroceria desde a base, e o GLS ganhou piscas no para-choque e faróis de neblina ao lado da grade.
O motor 2.0 chegou em maio de 1988, segundo a Vrum e o texto de 2024 de Mendonça (no de 2019, ele falava no fim de 1987, como linha 1988). A álcool, eram 112 cv; o torque é de 17,3 kgfm para a Vrum e de 17,5 kgfm para Mendonça. A Quatro Rodas lembra que a versão a gasolina era anunciada com 99 cv, abaixo da linha de 100 cv a partir da qual o IPI subia. Segundo o AutoPapo, "Santana 2000" foi o nome que a própria Volkswagen deu à novidade. A Volkswagen põe o 2.0 em 1989, ano em que, segundo ela, a revista Autoesporte deu ao Santana o título de Carro do Ano.
A linha 1990 trouxe duas versões que marcaram a primeira carroceria. O Sport tinha bancos Recaro e detalhes vermelhos no acabamento, segundo a Quatro Rodas, e também foi oferecido na Quantum, segundo a Vrum. O Executivo, ou EX, que a Volkswagen grafa Executive no seu acervo, foi o primeiro Santana com injeção eletrônica. Mendonça descreve um 2.0 só a gasolina, com injeção Bosch LE-Jetronic e a mesma mecânica do Gol GTI, que a Volkswagen apresenta como o primeiro carro nacional injetado, mostrado em 1988 e à venda desde janeiro de 1989. Os números variam com a norma: a Vrum explica que a Volkswagen divulgou só os valores brutos, 125 cv e 19,5 kgfm, enquanto Mendonça dá 112 cv líquidos. Ele afirma ainda que o Executivo custava 60% mais que um GLS. Foram feitas cerca de 4 mil unidades entre 1990 e 1991, segundo o AutoPapo, ou 5 mil, segundo a galeria da Quatro Rodas.
A Quantum, uma perua com nome próprio
A perua chegou em agosto de 1985, segundo a Vrum e Mendonça. Na Europa, a station wagon do Passat se chamava Variant. Segundo a Volkswagen Classic, o nome Quantum foi usado nos Estados Unidos e no Brasil.
O argumento de venda era o número de portas. A Volkswagen diz que a Quantum era, quando foi lançada, a única station wagon com quatro portas laterais, e que logo virou a referência da categoria. A galeria da Quatro Rodas faz uma ressalva histórica: antes dela, a Simca Jangada já tinha sido uma perua nacional de cinco portas. As duas afirmações cabem juntas: o texto da Volkswagen diz que a Quantum era "então" a única, ou seja, fala do mercado de 1985.
A Volkswagen afirma que a Quantum acompanhou as mudanças do sedã. Os nomes de versão cadastrados na tabela da Fipe repetem os do Santana (CS, CG e CD; depois CL, GL e GLS), e a Vrum registra que o Sport também foi oferecido na perua. A segunda carroceria chegou à perua com a frente em cunha e as portas antigas. A galeria da Quatro Rodas põe essa Quantum em 1992; a Vrum a situa ainda em 1991, junto com o sedã.

A Quantum saiu de linha em 2003, segundo a Volkswagen e a Vrum. Mendonça dá 2002 no texto de 2024, mas no de 2019 dizia que a dupla foi feita até 2003. O último ano-modelo da Quantum cadastrado na tabela da Fipe é 2002, o que é compatível com as duas versões, já que um carro feito no começo de 2003 podia sair como modelo 2002. No acervo da Volkswagen há uma Quantum 2001 que acumulou perto de 97 mil quilômetros como carro de testes da Engenharia.
1991: carroceria nova, portas antigas
Segundo a Volkswagen, o Santana da segunda geração foi, em 1991, o primeiro carro nacional com catalisador e o primeiro a oferecer freios ABS como opcional. A Quatro Rodas comparou o Santana GLS 2000i ao Monza e ao Versailles na edição de agosto de 1991 e registra que os três tinham estreado no primeiro semestre daquele ano.
Por fora, mudou quase tudo, menos as portas. A Vrum cita capô, para-lamas e teto novos, além de um painel redesenhado, e confirma que as portas ficaram as mesmas. O leitor que assina Fórmula Finesse, num texto de 2021 publicado pelo Autoentusiastas na seção de histórias de leitores, lamenta justamente isso: as portas eram as do modelo anterior. A reportagem de 1991 da Quatro Rodas, recontada pela revista em 2026, registra que o teto passou a ser soldado de outro modo, ficou mais alto e perdeu as calhas, e que as maçanetas conservavam os trincos antigos. O AutoPapo informa que o carro ficou 4,5 cm mais comprido e 1,5 cm mais alto, que o coeficiente aerodinâmico caiu de 0,40 para 0,37 e que o porta-malas passou a 413 litros. Na galeria da Quatro Rodas, a traseira aparece mais alta, com uma tampa que abria até o para-choque.

Quem desenhou é a pergunta com menos documentação. A Vrum atribui o trabalho à equipe de design da Volkswagen no Brasil. A Quatro Rodas diz que o desenho tomou o Passat alemão como inspiração e foi feito no Brasil. O texto do leitor Fórmula Finesse dá outra versão: o carro teria sido desenhado no Design Center de Wolfsburg, num projeto chamado Oak and Spruce, liderado pelo brasileiro Guenter Hix, com participação de Gérson Barone e Luiz Alberto Veiga. Nenhum documento da Volkswagen consultado pela VAGHAUS confirma o local ou os nomes. A Volkswagen Classic se limita a chamar o Santana brasileiro de "fortemente modificado" (tradução livre da VAGHAUS).
A nova carroceria estreou só com duas portas, segundo a galeria da Quatro Rodas. O sedã de quatro portas veio na linha 1992, e o GLS de quatro portas, já com ABS e catalisador, foi "O Eleito" da revista naquele ano.
A injeção eletrônica avançou mais devagar do que o texto da Volkswagen sugere. A fabricante diz que, em 1991, a injeção chegou aos motores 1.8 e 2.0 de toda a linha. A galeria da Quatro Rodas, porém, trata a injeção como opcional na estreia da segunda carroceria, e o AutoPapo descreve a gama de 1991 com três motores: o 1.8 e o 2.0 com carburador, mais um 2.0 com injeção. O 1.8 só trocou o carburador por uma injeção monoponto em 1993, segundo o mesmo texto. A Vrum registra que a linha 1994 ganhou, nas versões de entrada, uma injeção monoponto FIC, vinda da Ford. É um exemplo de que, na Autolatina, a troca de componentes também ia da Ford para a Volkswagen.
Versailles e Royale, os Santana da Ford
A Autolatina foi a joint venture de Volkswagen e Ford no Brasil e na Argentina, formada em 1987, como lembra Carlos Meccia no Autoentusiastas. A Volkswagen conta que o Apollo foi apresentado em junho de 1990, desenvolvido pela engenharia da Autolatina; a Quatro Rodas o descreve como a versão VW do Ford Verona e como o primeiro fruto da associação. Depois veio o caminho inverso. A Volkswagen Classic registra que o Passat de segunda geração foi vendido com a marca Ford, "com pequenas modificações de carroceria" (tradução livre da VAGHAUS), como Versailles (sedã) e Royale (perua).
Segundo a Quatro Rodas, o Versailles substituiu o Del Rey como o sedã mais caro da Ford e estreou no primeiro semestre de 1991, quase junto com o novo Santana. A Royale veio em 1992 e, segundo a revista, era produzida na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo.
O quadro abaixo reúne o que as reportagens da Quatro Rodas (testes de 1991 e 1992 e a evolução até a linha 1995, recontados pela revista entre 2017 e 2026) registram de igual e de diferente.
| Santana e Quantum (VW) | Versailles e Royale (Ford) | |
|---|---|---|
| Frente | Grade com o emblema VW | Até a linha 1994, sem grade, no estilo de Taurus, Scorpio e Sierra; na linha 1995, frente nova (na Royale, com grade oval) |
| Coluna traseira do sedã | Desenho do Santana | Mais reta, pintada de preto no Ghia |
| Traseira do sedã | Lanternas do Santana | Recorte mais reto; no Ghia, faixa refletiva entre as lanternas |
| Painel | Próprio do Santana | Desenho próprio, que lembrava o Del Rey e o Escort |
| Banco traseiro (sedã, 1991) | Divisória com apoio de braço, lugar para dois com folga | Sem divisória, três passageiros |
| Motores | AP 1.8 e 2.0 | Os mesmos (GL 1.8 ou 2.0; Ghia só 2.0) |
| Portas da perua | Quantum: sempre quatro laterais | Royale: duas laterais até a linha 1994; quatro a partir da linha 1995 |
| Volume de carga da perua | 695 litros | 695 litros |
| Preço da perua (1992) | Quantum como base de comparação | Royale 5% mais barata que a Quantum |

As duas portas da Royale seguiam a Belina, a perua Ford que ela sucedeu, mas a Quatro Rodas as trata também como uma forma de diferenciar as duas peruas da Autolatina. O conjunto não ficou parado. Segundo um proprietário ouvido pela revista, a partir de 1994 o Versailles passou a usar os bancos do Escort, o que ele considera um retrocesso. A linha 1995 trouxe frente, rodas e lanternas novas, no mesmo momento em que o fim da Autolatina foi oficializado. No ano seguinte, o Versailles saiu de catálogo, e o importado Mondeo assumiu o topo da linha Ford.
Nos comparativos da própria Quatro Rodas, o vencedor mudou de um ano para o outro. No comparativo de agosto de 1991, o Santana ganhou. Num confronto de junho de 1992, o Versailles de quatro portas venceu, decidido pelo preço mais baixo das peças de reposição, segundo a Quatro Rodas.
Do sedã de diretoria ao ponto de táxi
A partir de meados dos anos 1990, o Santana passou a disputar outro público. A Vrum lembra que importados, Fiat Tempra e Chevrolet Vectra tornaram o carro antiquado, e que a Volkswagen baixou o preço e o reposicionou num degrau inferior. A galeria da Quatro Rodas acrescenta que, desde 1995, o sedã de luxo da marca era o Passat importado da Alemanha.
As mudanças desse período, ano a ano, segundo as fontes citadas:
- 1993: as versões mais caras ganharam retrovisores e a parte inferior dos para-choques pintados com a cor da carroceria, e os vidros elétricos ganharam a função de um toque (Quatro Rodas). O Sport voltou, com duas portas e o 2.0 injetado (Quatro Rodas; a Vrum o põe na linha 1994).
- Linha 1995, lançada no fim de 1994: grade nova e injeção multiponto em todos os 2.0, com 114 cv e 17,5 kgfm (Vrum). Foi o último ano do sedã de duas portas, que saiu de produção em meados de 1995 (Vrum). A versão de despedida se chamava Série Única (Quatro Rodas e Mendonça).
- Câmbio automático: deixou de ser oferecido em 1996, segundo a Volkswagen, ou em meados de 1995, segundo o AutoPapo.
- 1997: para-choques inteiramente pintados, injeção Magneti Marelli no lugar da Bosch e a nova versão intermediária Evidence, com aerofólio com luz de freio e faróis de neblina no para-choque (galeria da Quatro Rodas). O AutoPapo liga à injeção multiponto a nova escadinha de versões: 1.8 e 2.0 Mi (de multipoint injection) na base, Evidence no meio e Exclusiv no topo.
- Linha 1999, lançada em 1998: última reestilização. Para-choque dianteiro integrado à grade, lanternas novas, portas dianteiras sem quebra-vento e retrovisores redesenhados (Vrum), além de painel novo e tampa do porta-malas com abertura maior (Quatro Rodas). A Volkswagen lista para essa fase as versões 1.8, 2000 Mi, Evidence e Exclusiv.
- 2001 em diante: 1.8 Mi, 2.0 Mi, Comfortline e Sportline (AutoPapo). No acervo da Volkswagen está um Comfortline de 2006, uma das últimas unidades produzidas.
Mendonça diz que, a partir dessa última reestilização, no segundo semestre de 1998, o carro foi sendo orientado para o trabalho: táxis, frotas públicas, ambulâncias e carros funerários. A Vrum afirma que, em 2006, quem comprava eram sobretudo frotistas e taxistas. A Quatro Rodas, no texto de 2006, escrito meses depois do fim da produção, registra que o carro foi perdendo itens de acabamento até virar um carro barato de manter e com espaço para o taxista. Houve também uso policial: a Vrum inclui o Santana entre os carros históricos da Polícia Militar de São Paulo, sem dizer em que anos. Segundo Mendonça, o Polo Sedã herdou boa parte desses clientes.
Como situar um Santana pela carroceria
A lista abaixo junta os sinais visíveis descritos nas fontes deste texto. Como as datas de lançamento e de ano-modelo se misturam, cada marco pode variar um ano conforme a fonte.
- Calhas de chuva no teto: primeira carroceria, de 1984 a 1990. Para-choques estreitos indicam o carro anterior à linha 1987 (como o da foto de abertura); para-choques que envolvem a base da carroceria, de 1987 a 1990.
- Teto liso e frente em cunha: segunda carroceria, de 1991 em diante.
- Duas portas com a carroceria nova: de 1991 a meados de 1995. Quatro portas com a carroceria nova só a partir da linha 1992.
- Quebra-vento na porta dianteira: presente até a linha 1998. Sem quebra-vento, para-choque integrado à grade e lanternas novas: linha 1999 a 2006.
- Para-choques inteiramente na cor do carro: a partir de 1997, segundo a galeria da Quatro Rodas. Antes disso, parte inferior pintada só nas versões mais caras, a partir de 1993.
- Oval da Ford na frente: é um Versailles ou uma Royale, não um Santana. Até a linha 1994 a frente não tinha grade; a linha 1995 trouxe frente nova, com grade oval na Royale, segundo a Quatro Rodas.
Para quem procura um carro usado, os nomes das versões na tabela da Fipe ajudam a conferir anúncios. A tabela agrupa versões de forma própria, e os anos abaixo são os anos-modelo cadastrados na referência de outubro de 2026, não as datas de lançamento.
| Nome na tabela da Fipe | Anos-modelo cadastrados |
|---|---|
| Santana CS/CD/CG | 1985 e 1986 |
| Santana CLi /CL /C 1.8/2.0 /SU 2.0 2p/4p | 1985 a 1997 |
| Santana GLi / GL/ Sport 1.8/ 2.0 | 1987 a 1997 |
| Santana GLSi / GLS 1.8/ 2.0 | 1987 a 1996 |
| Santana Exclusiv 2.0 Mi/ Executivo 2.0i | 1990, 1991 e 1996 a 1999 |
| Santana Evidenc 2.0 MI | 1996 a 1999 (mais um 1989 isolado) |
| Santana 1.8 Mi | 1996 a 2006 |
| Santana 2.0 Mi 2p e 4p | 1994 a 2006 |
| Santana COMFORTLINE 1.8 Mi 8V 4p | 2006 |
| Quantum CLi / CL / C/ CS/ CD/ CG 1.8/2.0 | 1985 a 1996 |
| Quantum GLi / GL 1.8/ 2.0 | 1987 a 1996 |
| Quantum GLSi / GLS 1.8/Sport/ Family 2.0 | 1987 a 1997 |
| Quantum Evidence 2.0 Mi | 1996 a 1999 |
| Quantum Exclusive 2.0 Mi | 1996 a 1999 |
| Quantum 1.8 Mi/ 1.8i | 1996 a 2002 |
| Quantum 2.0 Mi | 1996 a 2002 |
O agrupamento do Executivo com o Exclusiv, com um intervalo entre 1991 e 1996, bate com o que as reportagens dizem: o Executivo foi feito em 1990 e 1991, e o Exclusiv apareceu como topo de linha em meados dos anos 1990. O Evidence de 1989 não tem apoio em nenhuma outra fonte consultada.
O fim no Brasil e um descendente na China
A produção acabou em maio de 2006, segundo a Quatro Rodas, o AutoPapo e Mendonça. Para o total, a Quatro Rodas dá 548.494 unidades produzidas; Mendonça, quase 550 mil fabricadas; o AutoPapo, cerca de 548 mil vendidas; e a Vrum, cerca de 538 mil. Nenhum desses textos diz se a conta inclui a Quantum, e a VAGHAUS não encontrou um número oficial da Volkswagen.
O Santana brasileiro também teve vida fora daqui. A Volkswagen Classic diz que o Santana original foi fabricado na China de 1983 a 2012 e que lá também se vendeu uma versão do Santana brasileiro "fortemente modificado", com entre-eixos maior (tradução livre da VAGHAUS), sem dar datas. A Quatro Rodas, na versão atualizada do texto de 2006, republicada em 2025, conta outra cronologia: o primeiro Santana chinês teria saído de linha em 2007, e a reestilização que o Brasil conheceu em 1999 teria sido feita lá até 2012, quando chegou uma geração nova, sobre a plataforma PQ25 do Polo. Com datas diferentes, as duas fontes confirmam que a carroceria desenvolvida aqui teve uma segunda carreira na China.
Fontes
- Santana (acervo Garagem VW; inclui Santana EX 1991, Santana Quantum 2001 e Santana Comfortline 2006), Volkswagen do Brasil (VW News), .
- Fábrica Anchieta celebra 60 anos e 14 milhões de veículos produzidos, Volkswagen do Brasil (VW News), .
- Volkswagen do Brasil completa 65 anos e comemora o marco de 23 milhões de veículos produzidos, Volkswagen do Brasil (VW News), .
- Apollo (acervo Garagem VW), Volkswagen do Brasil (VW News), .
- Passat B2 (1980–1988), Volkswagen Newsroom (Volkswagen Classic).
- Santana (1981–1984), Volkswagen Newsroom (Volkswagen Classic).
- Preço Médio de Veículos: modelos Santana e Quantum e anos-modelo cadastrados (tabela de referência de outubro de 2026), Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), .
- Volkswagen Santana nasceu luxuoso, mas acabou simples e pelado (Sergio Berezovsky; publicado originalmente em novembro de 2006), Quatro Rodas, .
- História do Santana (galeria), Quatro Rodas, .
- VW Santana, Chevrolet Monza e Ford Versailles: qual sedã dominava o luxo em 1991? (relato do comparativo da edição de agosto de 1991), Quatro Rodas, .
- Ford Versailles Ghia era um Santana que ia além (Fabiano Pereira), Quatro Rodas, .
- Grandes Brasileiros: Ford Royale (Fabiano Pereira), Quatro Rodas, .
- VW Santana Sport reforçava o caráter esportivo com motor do GTi e boa dirigibilidade (Felipe Bitu), Quatro Rodas, .
- Santana: primeiro carro de luxo da Volkswagen faz 40 anos (Alexandre Carneiro), Vrum, .
- Polícia Militar de SP já rondou de Fusca e Opala; veja outras relíquias (Igor Loureiro D'Aguiar), Vrum, .
- Santana: 40 anos do primeiro carro de luxo da VW brasileira (parte 1 de 2) (Douglas Mendonça), Autoentusiastas, .
- Santana: 40 anos do primeiro carro de luxo da VW brasileira (parte final) (Douglas Mendonça), Autoentusiastas, .
- Santana e Quantum, a dupla de luxo da VW (Douglas Mendonça), Autoentusiastas, .
- GLSi: o ápice do VW Santana? (texto de leitor, seção Histórias dos Leitores), Autoentusiastas, .
- O Volkswagen Ford (Carlos Meccia), Autoentusiastas, .
- Santana: a história do sedã nacional mais luxuoso da Volkswagen (Douglas Mendonça), AutoPapo, .
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